segunda-feira, junho 05, 2017

[ SILENCIA.DOR ]

Avisto-o de canto e,
tal situação torna cinza minha alma colorida...

Você está imóvel, parece sem vida
Agarro-te mas não consigo esquenta-lo,
balbucio palavras de conforto, carinho...
Obviamente, não funcionou.

meu mundo cai
eu desabo

Seguro-te entre minhas mãos
cheiro-te
beijo-te
choro

gritos se intercalam com soluços
lágrimas molham seu corpo

pulsação e respiração se enfraquecem
músculos tornam-se tensos
olhos se fecham

você se foi, eu senti, e não posso fazer mais nada.


segunda-feira, maio 29, 2017

COMECEI PRA VALER, E AGORA?

Ok, esse provavelmente será o início do que seria um Blog de Verdade (?).

Depois de vários dias superocupados, cheia de tarefas, e imersa num mundo onde a única língua falada é "você tá estudando pro vestibular?", fiquei gripada - mais uma vez - e decidi largar um pouco as minhas responsabilidades pra fazer coisas que eu já não me dedicava fazia um tempo (citei isso aqui), obviamente, o florestalis estava nessa lista de coisas.



Meus planos para esse sábado (27/05) eram simples: estudar o livro Sagarana, fazer a lista de redações que ainda não escrevi, ajudar o pessoal na igreja, e estudar mais um pouco quando chegar. Dá preguiça desse planejamento só de lembrar!

Ao invés desse - interessantíssimo - dia planejado, acabei usando metade dele pesquisando o que raios eu faria com o florestalis. Na real, ainda não sei. Vou mandar uns e-mails para alguns blogueiros, criar coragem para mostrar o blog para uns amigos, e enfim, pedir ajuda real.

Não é errado se sentir perdida e pedir ajuda, neh?!

Sim, a crise existencial sempre me pega de jeito. Por várias vezes me desesperei por não saber exatamente que tipo de conteúdo publicaria aqui... tentarei apenas ir escrevendo, e postando, vendo até onde vai isso tudo.

Mas e os textos do florestalis?

Como disse em outro post, joguei aqueles textos na rede para não me afogar em tanto sentimento. Mas não significa que parei de escrever ou que não sinto mais aquelas coisas... Publica-los ajudou para que eu os enfrentasse e superasse boa parte do que sentia. Eles não eram o foco do blog, mas foram uma base fundamental para que eu tivesse a coragem de começar postando algo agora...


sexta-feira, maio 05, 2017

Mais um poeminha - errado - em inglês

Estava tentando bolar uma estratégia de ficar estudando para o vestibular muitas horas por dia e mesmo assim me dedicar a escrita, a música e a fotografia. Como de praxe, fiquei mais confusa ainda sobre qual carreira iria seguir, se realmente valeria a pena abrir mão de tanta coisa... grande novidade, mais uma dúvida pro meu hall de questões. O grande ponto é: eu estava planejando uma rotina que com certeza iria me engolir. Tal plano era: estudar 10 horas por dia, e o que sobrar servirá para dormir, comer e fazer coisas da igreja. Mas enquanto eu fazia planos mirabolantes para estudar 10 horas por dia, meu lado - digamos - "artístico" começou a florescer. E então escrevi isso...

Foto: Yasmim Lepique. | Era aniversário da linda criatura que tirou essa foto <3 | *estava em arquivo NEF, tive preguiça de converter e tirei print mesmo + cortei no PAINT*

ps.: Não sou profissa em inglês, blz!? 

[inglês]

"What I do about art?
  • music, always playing
  • writting, always with my cellphone notes
  • photograph, always with some camera
Ok, I'll be back to my art
To my soul
To my mind

I had a bunch of days with no thinking
It wasnt so good
I wasnt fine

Now I want get back to my own things
To my life
To my person

I just wanna go out
And continue my art soul
Even the poesia hurting me, cause I cant live without it."

[português] - traduzindo só porque é mancada com quem estiver lendo e não entender, mas quando escrevi, foi em inglês.
ps.: Não me parece tão "poético" em português E NÃO DÁ pra traduzir ao pé da letra.

"O que faço relacionado a arte?
  • música, sempre tocando
  • escrevendo, sempre com o "notas" do meu celular
  • fotografia, sempre com alguma câmera
Ok, voltarei pra minha arte
Pra minha alma
Pra minha mente

Por dias, deixei de pensar
Não foi bom
Eu não estava bem

Agora quero voltar para as minhas próprias coisas
Pra minha vida
Pra pessoa que sou

Só quero sair por aí
E continuar minha arte
Mesmo torturando-me a poesia, não posso viver sem ela."


Esses versos foram libertadores pra mim, de certa forma. Na verdade eu não estava vivendo - de fato - a realidade (talvez ainda não esteja, haha), foi o princípio da minha aceitação de que não consigo viver longe da arte. Não importa o que mais eu faça da minha vida, não dá pra viver longe da minha poesia.

sexta-feira, abril 07, 2017

Não sei me expressar - DIÁRIO #3

Follow my blog with Bloglovin
Se eu disser que, já superei esse medo de expor minha sinceridade em palavras, é tudo mentira.
Acontece que meu medo de falar não se esvaiu. Ele vai passear e retorna quando quer, igual o cachorro vira lata que foi adotado pela minha família.
O nome dele é Leão, bela coencidencia com a minha pessoa: signo, cabelo e animal selvagem preferido.
Não quero me comparar a um cachorro no modo conotativo, vamos pensar no modo comunicativo.
Um cachorro pode ser muito esperto, com todas as suas artimanhas, manipula pessoas com suas apelativas expressões de "quero carinho".
Eles são capazes de se comunicar com o corpo, com a face, com os sons. Mas nós dominamos a palavra, ou deveríamos.
Sinto muito em dizer, mas, talvez eu não saiba me expressar. Nem pela foto, nem pela música, nem pela palavra. E toda vez que penso nisso, pergunto a mim: Pra quê viver, se nem ao menos posso transmitir uma mensagem?
Sei que parece uma enorme redundância. Justo eu, Nathalia da Silva, autora do blog, que se diz "dominadora da palavra", não sei me expressar? Como assim?
Eu posso não ter erros gramaticais e provavelmente nem de coerência, mas será mesmo que eu sei fazer com que você, que está aí lendo, entenda aquilo que eu quero dizer?
Esse não é um texto poético, nem muito menos sobre a minha vida. É só um texto qualquer, pra dizer pra todos: me perdoa se não disse pra você aquilo que queria, é que não sei me expressar.