Sinta a sua dor - DIÁRIO #1



Pode parecer resposta á última coisa que postei (do Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente), mas eu juro que não é! - mas tem relação, vai.

É estranho fazer uma daquelas pequenas apresentações do texto que vem abaixo, porque EU ACABEI DE ESCREVÊ-LO. Toda a emoção sentida em sua produção ainda está dentro de mim, diferente das outras vezes, com os outros textos. Acho que isso faz com que eu seja "mais sentimental" ao introduzi-lo.

A princípio, quero dizer que esse texto não perdeu o formato meio errado dos outros... ele não se tornou um texto maravilhoso, com coesão e coerência. E mesmo que eu tenha aprendido na escola que uma boa mensagem não tem barreiras linguísticas entre ela e o destinatário, não significa que eu saiba exatamente colocar isso em prática... mas agora, I DON'T CARE, I LOVE IT. Mentira, eu me importo sim. Mas se eu escrevo para mim, e eu sou o destinatário, e eu entendo, logo a mensagem foi bem produzida, certo?! Ok, sei que não é assim que funciona, e isso me fez chegar a uma conclusão, que de tão óbvia, chega a ser idiota: eu tô usando isso como um diário, neh?! Então... vou começar a tratar esse tipo de post como tal.

Esse texto não era para ter saído assim, e, infelizmente, não tenho o direito de mudar porque ele saiu COMO DEVERIA. Pensei em fazê-lo como poema, como um texto normal em poesia, ou simplesmente uma crônica. E mesmo que eu soubesse como escrever cada um desses textos, não foi assim que aconteceu. Ele é uma forma de jogar no computador as coisas que eu estava pensando, porque já estava ficando saturada de tantos pensamentos.
Desde o momento em que criei uma espécie de roteiro na minha cabeça, sobre o que escreveria, até agora, ouvi a playlist inteira do novo CD do Ed Sheeran, o que combinou muito - seria legal ouvir enquanto lê isso.
Como todos os meus outros textos, não sei se alguém realmente lê isso. Seria mentira dizer que não me importo com os views, mas isso aqui é mais sobre EU PRECISAR ESCREVER do que sobre eu precisar que alguém leia. E assim como Mário Quintana, eu sofro da tortura lenta da expressão.
Esse não pode ser o texto mais lindo do mundo, eu repito, mas não deixa de ser arte.


Saber que você iria embora foi tão assustador pra mim quanto foi pra você. Ta bom, talvez nem tanto. 
Eu tô numa daquelas fases em que estou tão perdida e assustada que simplesmente tento fugir da realidade... estudando demais, lendo demais, fazendo tudo demais. É uma busca por uma overdose que eu sei não vai acontecer. 
Tenho uma teoria de que todo ser humano que se preze tem uma forma de se drogar. E quando digo drogas, não me refiro a substâncias químicas que causam reações no seu corpo. Droga é tudo aquilo que consegue te tirar um pouco da realidade, nem que seja por um minuto. E eu tenho as minhas drogas.
Eu to numa daquelas fases, de novo.
Existem momentos que simplesmente não pensamos em nada, e relaxamos. Eu não tenho esse momento já faz um tempo, e é uma droga. Pensar é uma droga. É viciante, te alucina e te leva longe. 
Veja bem, eu não estou apoiando o uso de drogas... comigo você precisa saber diferenciar quando estou falando literalmente ou subjetivamente.
De tanto pensar, minha cabeça cansa, e minha alma fica doente aos poucos. Ás vezes a tristeza da minha alma alcança meu corpo, e o deixa enfermo para que ela só, não sofra. Faz uns 2 dias que meu corpo se recuperou de uma dessas, mas minha alma ainda permanece numa daquelas fases.
Você já pensou tanto em algo a ponto de sua vida começar a girar em torno disso? Você já passou por um momento em que percebeu que sua vida estava passando, mas você não estava necessariamente vivendo, de tanto pensar em algo?
Eu passo por isso o tempo todo.


Era a minha primeira semana usando esse negócio de "história" no Instagram. E mesmo que eu não tivesse celular, é claro que eu estava dando o meu jeitinho pra conhecer essa coisa nova. Numa dessas "histórias", soube que você iria partir.
(Ok, eu não quero falar sobre a minha dor e sobre como estou me sentindo, então vou falar o que aconteceu).
Ninguém aceita uma partida assim tão fácil, eu não aceitei. Não significa que eu ia pedir "pelo amor de deus, fica!", mas é claro que pensei em fazer isso.
Fiz um pacto com o meu melhor amigo, o pacto mais idiota e infantil de todos: "Eu não mando mensagem pra ele, e você não manda mensagem pra ela, ok?". Mas acho que fiz com a intenção errada, já que, eu estava torcendo para ele quebrar esse acordo, para que eu pudesse mandar a tal mensagem. Não precisou, porque eu quebrei o acordo.

Era o pior chat de todos, você dizia, mas eu mandei mensagem lá mesmo, no raio do Instagram. Conversamos e, mesmo que eu estivesse assustada, fiquei feliz por aquela conversa. Não foi o assunto mais maravilhoso do mundo, e nem foi pelo melhor motivo de todos ou na melhor situação. Mas ele estava lá, eu estava lá, e estávamos conversando. E depois de tanto tempo sem se falar, sem o menor contato, o que mais importaria, se não aquela conversa? 
Não vou falar sobre como me sinto a respeito disso tudo, porque acho que se eu falar, vou deixar de viver a minha dor, pois será uma forma de cuspi-la para fora, e isso é errado. Ao contrário disso, vou falar sobre algo que ele me disse. ps: acabou que, eu falei sobre como me senti.

"Você é boa em games, não é?! Espero que sim! " - disse ele. "Quando você não consegue passar uma fase muito difícil, o que você faz? Você muda o jeito que passa por ela, pensa o que fez de errado, e tenta de novo de uma forma diferente. É simples". Simples, ele dizia.
Mudar sua perspectiva sobre uma situação não significa mudar o que você sente, é só um novo jeito de lidar com o problema.
Você me disse que evoluiu, que mudou, conheceu gente nova, e que foram os últimos 6 meses que te proporcionaram isso. Sabe, eu também mudei, também evoluí, e sim, eu me conheci mais, também aprendi a ser auto suficiente.

Nas últimas horas, me irritou muito aquela música do Renato "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã" ressoando o tempo todo na minha mente. Será que eu estava fazendo isso? Será que eu vivo cada dia como se fosse o último? Acho que todo mundo se pergunta isso, não é?!
Muita gente me diz que hora eu fico parada no passado, hora estou fissionada no futuro, e nunca realmente vivendo o presente. Eu tento mudar isso, é sério. Acho que estou aprendendo a viver assim a partir de hoje, porque... eu estou muito feliz por você. Eu não posso focar só na parte em como estou triste por você partir, eu preciso lembrar de todo o resto que eu sinto, que é o que me fez amar você. Eu poderia falar sobre suas qualidades, mas isso não vem ao caso. Eu só estou orgulhosa por quem você se tornou e estou feliz porque EU SINTO que você está feliz. É tendencioso dizer com base em uma curta conversa que você está feliz, mas de alguma forma, eu sei que está.

Em todas as vezes que conversávamos, você sempre dizia que me conhece mais do que outro alguém já conhece, ou vai conhecer. Não apenas dizia, você realmente demonstrava isso. Quando não dizia dessa maneira, sempre colocava no final o "eu te conheço, você sabe". Por algum motivo eu também te entendia dessa mesma maneira, e mesmo que você não admitisse, você sabia. Nós temos uma ligação, e não dá pra mudar isso.

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